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Startup busca inovação no ensino superior

Quando estudava em Wharton, a escola de negócios da Universidade da Pensilvânia, Ben Nelson se sentia incomodado com as aulas para plateias, formadas por centenas de alunos. Aquela estrutura poderia ser uma ótima forma de ensino, facilitando a interação entre professor e aluno, porém não se mostrava produtiva para o aprendizado.

Aproveitando sua experiência acadêmica e a inspiração tecnológica proporcionada pela região de São Francisco e do Vale do Silício, Nelson decide fundar a Universidade Minerva para revolucionar mais de 350 anos de ensino nos EUA.

Sem a estrutura de um campus tradicional, as aulas — nas áreas de ciências da computação, ciências sociais, ciências naturais, artes e humanidades — são ministradas por videoconferência no prédio em que os estudantes moram. O baixo custo é um dos principais atrativos da universidade, chegando a ser a metade de um ano em Yale ou Princeton, por exemplo.

Para Nelson, não faz sentido fazer com que alunos paguem por um conhecimento que pode ser adquirido gratuitamente na internet. Com a Minerva, mais jovens terão acesso à educação de ensino superior, além de conhecer outros países e culturas. Recentemente a primeira turma terminou o primeiro ano do curso em São Francisco. Pelos próximos três anos, os alunos terão semestres em Berlim, Buenos Aires, Seul, Bangalore, Londres e Istambul. São Paulo só não está na lista devido ao alto valor dos aluguéis.

Com uma proposta ousada, ela levanta opiniões divergentes sobre o método de ensino que adota, mas seus investidores apostam que a plataforma é lucrativa e pode ser replicada – ao todo a universidade já levantou 95 milhões de dólares em três anos. Dedicada a criar um modelo de ensino disruptivo, livre e inspirador, a Minerva entra no mercado como mais um experimento do tecnológico Vale do Silício.

Se der certo, ela poderá entrar para a história como a universidade que revolucionou a maneira de aprender no meio acadêmico.

 

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